terça-feira, 25 de agosto de 2009

Biografias



Patativa do Assaré





Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, nasceu em Assaré,  no Ceará, dia 05 de março de 1909 e morreu em Assaré, 08 de julho de 2002. Foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

 
Representou uma das principais figuras da música nordestina do século XX. Era filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência.

Ficou cego de um olho por causa de uma doença e, quando tinha nove anos perdeu seu pai,assim passa a ajudar sua família no cultivo das terras.

Aos doze anos, freqüenta a escola onde é alfabetizado, por apenas alguns meses.


Começa a fazer repentes e a se apresentar em festas e ocasiões importantes. Por volta dos vinte anos recebe o apelido de Patativa, por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessa ave. Sendo muito amigo da familia Diniz.

Participava do programa da rádio Araripe, declamando seus poemas. Numa destas ocasiões é ouvido por José Arraes de Alencar que, lhe dá o apoio e o incentivo para a publicação de seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, de 1956.


Este livro tem uma segunda edição chamada Cantos do Patativa. Em 1970 é lançada nova coletânea de poemas, Patativa do Assaré: novos poemas comentados, e em 1978 foi lançado Cante lá que eu canto cá.



Postado por: Jacqueline Nakagome n° 11


Literatura de Cordel


A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois de certo tempo, impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel. Eram  expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis.
 A origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.

  Os folhetos brasileiros são escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas.

 As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento.

 Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui.

Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros.




Postado por: Jacqueline Nakagome  n°11




Abraão Batista




O Professor Abraão Batista é uma das figuras mais representativas da Literatura de Cordel. Nasceu em 4 de abril de 1935 em Juazeiro do Norte. Filho de mãe pernambucana e pai potiguar. Poeta, professor universitário aposentado, escreve literatura de cordel há mais de trinta anos. Produz as ilustrações de seus folhetos, através da técnica conhecida por xilogravura.


Em 1968, Papa caçou 44 santos católicos, que iniciou sua produção na literatura de cordel, juntamente com a atividade de xilogravador. Aproveitando este acontecimento como tema produziu “A entrevista de um jornalista de Juazeiro do Norte com os 44 santos caçados”, que foi um grande sucesso. Sua obra mais famosa é O Homem que Deixou a Mulher para Viver com uma Jumenta na Paraíba.
O livro A ANATOMIA DO FREVO, ilustrado com 175 xilogravuras do autor, é um longo poema de cordel, composto de mais de 160 sextilhas, onde o poeta apresenta a origem do frevo, sua história centenária, os passos da dança criados pelo povo, a manifestação popular viva em Olinda, no Recife e em várias cidades pernambucanas.






                                             













                                                                A cobra mamado
O mago













Postado por: Laura Soo Ji Kim n° 16
J. Borges



José Francisco Borges, conhecido como J. Borges, nasceu a 20 de dezembro de 1935, no município de Bezerros, Pernambuco, onde deu início a sua vida artística e onde está até hoje, escrevendo, ilustrando e publicando os seus folhetos.
Começou a trabalhar aos dez anos de idade na agricultura, e negociava nas feiras da região, vendendo colheres de pau que ele fabricava.

Em 1964, começou a escrever folhetos e a fazer xilogravuras. Nesta década sua obra e sua técnica, conhecida por tacos, passou a ser reconhecida nacionalmente como uma atividade cultural.  


Com o tempo em sua oficina, próximo a sua casa,  fabricava figuras para ilustrar apenas suas histórias, chegou a produzir cerca de 200 cordéis e dezenas de xilogravuras de capa.

 

Os temas mais solicitados em seu repertório são:
o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrução, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, e outras coisas culturais nordestinas.


Entre todas as xilogravuras que já fez, a sua preferida é A chegada da prostituta no céu, feita  em 1976.

J. Borges tornou-se um dos mais famosos xilógrafos de Pernambuco, publicou vários álbuns de xilogravuras.

Com a fama, a família de xilogravadores cresceu, e teve três filhos, um irmão, três sobrinhos e um primo,  que tornaram-se xilógrafos com ajuda de J. Borges.

Postado por Lilian Tamy Takahashi n° 19
Renina Katz
Renina Katz Predeira, nasceu no Rio de janeiro em 1925, era professora,gravadora, desenhista e  ilustradora. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes , entre 1947 e 1950.

Iniciou xilogravura com Axl Leskoschek em 1946, foi incentivada por Poty em ingressar  no curso de gravura em metal. Mudou-se para São Paulo em 1951, e leciona gravura no Museu de Arte de São Paulo

Em 1956, publica o primeiro álbum de gravuras, intitulado Favela. A partir dessa data, começou a dar aulas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo , onde permanece por 28 anos, e na qual apresenta teses de mestrado e doutorado.
Renina Katz também participou de diversas exposições e também fez parte de diversas Bienais, expôs na França, Itália entre outros países.
Postado por: Lilian Tamy Takahashi n°19



Emanoel Araújo




Emanoel Alves Araújo nasceu em 15 de novembro de 1940 na Bahia, ele foi escultor, desenhista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo. Sua mãe era mestiça e seu pai cafuzo.
Foi aprendiz de marceneiro, aos treze anos, ele trabalhou na Litotipina e composição gráfica na Impressão Oficial do Estado.
Com a intenção de cursar a Arquitetura, mudou para Salvador. Mas, por visiar sempre exposições de museus, tomou outro rumo. Se matriculou na escola de Belas Arets na Universidade Federal da Bahia, onde teve aulas de gravura com vários mestres.
De 1981 a 1983, dirigiu o Museu de Arte da Bahia.
Foi diretor da Pinacoteca do Estado em São Paulo de 1992 a 2002.
Recebeu menção honrosa especial da Associação brasileira de críticos de Are em 1999 entre outras.
Realizou várias exposições coletivas por todo Brasil, Europa, Esados Unidos, Japão.
Para Emanuel, suas origens, sua cidade Natal e suas idéias de representar o mundo a sua volta foram muito importantes para a execução de seus trabalhos.
Postado por: Gabriela Harumi n° 08 6B
                                                                                                               

Xilogravura

xilogravura é uma gravura feita com uma matriz de madeira, um processo de impressão com o uso de um carimbo de madeira. A xilogravura originou-se na China, sendo conhecida desde o século VIII.Mas não se sabe ao certo quem foi o seu inventor. No Brasil, a xilogravura chega com a mudança da Família Real portuguesa para o Rio de Janeiro. A instalação de oficinas tipográficas era proibida até então. Os primeiros xilogravadores apareceram depois de 1808 e se alastraram principalmente pelas capitais, produzindo cartas de baralho, ilustrações para anúncios, livros e periódicos, rótulos, etc.



Xilogravura de Abraao Batista





http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura

Postado por Laura Soo Ji Kim